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Bomba Centrífuga Perdeu a Escorva: Como Resolver (e Evitar Paradas)

  • Foto do escritor: GIL CELIDONIO
    GIL CELIDONIO
  • 16 de fev.
  • 4 min de leitura

Quando a bomba centrífuga perde a escorva, o resultado é imediato: queda de vazão, pressão instável, ruído de “ar passando” e, em muitos casos, aquecimento e risco de dano ao selo mecânico. A boa notícia é que, na maioria das situações, o problema tem causa identificável e solução rápida — e as correções certas também evitam que a falha volte.



Se o seu objetivo é retomar a operação e reduzir paradas, siga este guia e, quando fizer sentido, considere a atualização de componentes e adequação do conjunto de bombeamento com orientação técnica para seleção de bomba.



O que significa “perder a escorva” na bomba centrífuga?

Escorva é o preenchimento da bomba e da linha de sucção com líquido, expulsando o ar. Sem escorva, o rotor gira, mas não consegue “puxar” o fluido de forma eficiente, porque ar não gera a mesma coluna/pressão que o líquido. O problema é comum em captação em nível abaixo da bomba (sucção negativa) e em sistemas com pontos de entrada de ar.


Em termos práticos: se a bomba trabalha a seco por alguns minutos, você pode ter desgaste acelerado do rotor, selo mecânico e até empeno por aquecimento — ou seja, um custo que cresce rápido.



Sinais típicos de perda de escorva

  • Vazão cai ou zera após alguns segundos/minutos de funcionamento

  • Pressão oscila no manômetro

  • Ruído de cavitação/“pedrinhas” e vibração

  • Bolhas no visor (quando existe) ou retorno de ar na linha

  • Aumento de temperatura na carcaça e no selo


Causas mais comuns (e onde procurar primeiro)

Abaixo estão as causas que mais frequentemente fazem a bomba perder a escorva. A lógica é simples: ar entra, líquido volta (desce) ou não há líquido suficiente na sucção.



1) Entrada de ar na sucção (microvazamentos)

Pequenas falhas em juntas, conexões, flange, registros e tampas permitem entrada de ar sem necessariamente vazar água para fora (principalmente em sucção negativa). É uma das causas mais comuns e mais “invisíveis”.


Componentes críticos: anéis de vedação, juntas ressecadas, vedação de rosca, conexões mal assentadas, respiros indevidos.



2) Válvula de pé (válvula de retenção) com defeito

Se a válvula de pé não veda, a coluna d’água retorna para o reservatório quando a bomba desliga. Na próxima partida, a bomba tenta aspirar ar e perde escorva rapidamente.


Se você suspeita disso, vale revisar ou substituir com válvulas e acessórios de sucção compatíveis para sua vazão/diâmetro.



3) Nível de líquido baixo ou formação de vórtice

Reservatório com nível baixo pode formar vórtice e “puxar ar” junto com o líquido, especialmente com tubulação de sucção mal posicionada ou sem quebra-vórtice.



4) Cavitação por NPSH insuficiente

Se a pressão na sucção fica abaixo do necessário (perdas elevadas, sucção longa, diâmetro pequeno, muitas curvas, temperatura alta), ocorre cavitação. Além de ruído e dano ao rotor, a cavitação pode desestabilizar a coluna e contribuir para perda de escorva.



5) Rotor desgastado ou folgas internas elevadas

Desgaste reduz a capacidade da bomba de gerar a depressão necessária para sustentar a escorva, principalmente em sistemas mais “no limite”. Em alguns casos, o reparo existe; em outros, compensa trocar por um conjunto dimensionado corretamente.



Como reescorvar a bomba centrífuga: passo a passo seguro

Atenção: sempre siga procedimentos de segurança, bloqueio e etiquetagem (LOTO) quando aplicável. Nunca opere “no seco” para testar.


  1. Desligue a bomba e aguarde reduzir temperatura (se houve funcionamento a seco).

  2. Verifique o nível do reservatório e garanta que a sucção esteja submersa adequadamente.

  3. Confira a válvula de pé/retensão: se houver retorno de coluna, provavelmente não está vedando.

  4. Inspecione a linha de sucção (flanges, registros, conexões, uniões). Aperte e refaça vedações suspeitas.

  5. Preencha o corpo da bomba pelo bujão de escorva (quando existir) até eliminar bolhas de ar.

  6. Abra registros corretamente: normalmente, sucção totalmente aberta e recalque conforme procedimento do seu sistema.

  7. Ligue e monitore manômetro, vazão e ruídos. Se não estabilizar em poucos instantes, desligue e retome o diagnóstico.

Se o problema volta logo após reescorvar, você tem uma causa estrutural (entrada de ar, válvula defeituosa, NPSH insuficiente ou dimensionamento inadequado). Nesse cenário, vale solicitar assistência técnica para diagnóstico em campo para reduzir tentativa e erro e proteger o equipamento.



Checklist rápido de diagnóstico (para ganhar tempo)

  • A bomba estava escorvada e perdeu após desligar? Suspeite de válvula de pé/retensão.

  • Perde durante a operação? Suspeite de entrada de ar, nível baixo/vórtice ou cavitação.

  • Há vibração e ruído forte? Verifique cavitação, restrição na sucção e filtro/strainer.

  • Após reescorvar, a pressão não sobe? Verifique sentido de rotação, rotor desgastado e obstruções.


Como evitar que a bomba perca a escorva novamente


Melhorias simples que aumentam a confiabilidade

  • Revisar e vedar conexões na sucção com materiais adequados (sem improviso).

  • Instalar/adequar válvula de pé dimensionada para a aplicação.

  • Reduzir perdas na sucção: aumentar diâmetro, reduzir curvas, encurtar trecho, eliminar estrangulamentos.

  • Garantir submergência e usar quebra-vórtice quando necessário.

  • Manutenção preventiva em selo mecânico, gaxetas (quando houver) e folgas internas.


Quando vale a pena trocar a bomba (em vez de “remendar”)

Algumas recorrências indicam que o sistema está fora do ponto ideal. Trocar ou redimensionar pode sair mais barato do que manutenção repetida e paradas:


  • Falha de escorva frequente mesmo após vedação e troca de válvula

  • Cavitação crônica por NPSH insuficiente

  • Rotor/carcaça com desgaste elevado e baixa eficiência

  • Necessidade de maior vazão/pressão (mudança de processo)

Nesses casos, considere avaliar opções e curvas com modelos de bombas centrífugas para sua aplicação, garantindo dimensionamento correto, maior eficiência e menos paradas.



Conclusão: solução rápida + escolha certa = menos paradas

Perda de escorva não é “normal” — é um sinal claro de entrada de ar, retorno de coluna, cavitação ou inadequação do conjunto. Ao seguir o diagnóstico e corrigir a causa raiz, você evita danos caros e torna o sistema mais estável.


Se você quer resolver rápido e ainda comprar com segurança (bomba, válvula, acessórios ou substituição completa), fale com um especialista e valide sucção, NPSH e curva de operação antes de fechar: isso faz a diferença no resultado final.


 
 
 

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